Os vencedores são assim: atravessam os obstáculos sem medo do que podem encontrar. Fiquei impressionada com a garra da atleta Paula Cristina durante sessão de fotos para o jornal O Globo. Acho um exemplo a menina pequena, com olhar atento que realiza seus sonhos... Na foto, congelei apenas um dos grandes saltos que Paula ainda tem pela frente em sua longa jornada. Vai em frente Paulinha que atrás sempre vem gente.....
24/11/2009
08/11/2009
21/10/2009



Interessante sempre mergulhar na emoção de quem é fotografado.....Através da cortina, observo atentamente a alegria de Regiane Alves antes do seu casamento. São momentos únicos.
24/09/2009
O velejador e campeão olímpico Torben Grael participou da competição Match Race, no iate clube do Rio. Fiz as fotos para a revista CONTIGO. Com o filho Marcos no comando do barco, Torben realizou manobras radicais. Eu nunca tinha velejado. Confesso que foi uma aventura incrível. A esposa e a filha de Torben também participaram da competição, ajudando nas manobras das velas, que iam e vinham numa velocidade alucinante. Fiquei equilibrada, se é que é possível se equilibrar em tal situação, na pequena escada que liga o exterior ao interior do barco. Durante as manobras o barco ficava praticamente na vertical. Enquanto isso, eu acompanhava a adrelina do momento.
15/09/2009
Na foto a irmã de Chico Buarque, Ana de Hollanda, posa nos jardins da Casa de Rui Barbosa., no Rio. O dia estava super nublado. Se eu usasse a luz do flash direta na personagem meu resultado seria uma luz branca chapada. No dia cinza não cabia usar apenas a luz natural. Optei pelo mágico rebatedor. Como não tinha luz do sol a ser rebatida, usei o meu flash voltado para a frente dourada do rebatedor. Neste caso, diminui a potência do flash para que os efeitos de luz não ficassem artificais.
04/09/2009
30/08/2009

24/08/2009

21/08/2009

O retrato de Sharbat Gula feito pela fotógrafo Steve McCurry, foi publicado na revista National Geographic em 1985. A foto rodou o mundo. O olhar da menina diz muito sobre sua história. Esta é a perfeição do retrato: mesmo no seu silêncio e na sua imobilidade ele tem a capacidade de gerar movimento em quem observa. Anos depois a menina virou mulher e foi novamente fotografada. Era um novo olhar, mais envelhecido e fugáz, mas continuava a contar muito sobre a vida de Sharbat.
Sharbat Gula as seen in the photo used for the 1985 issue of National Geographic
Sharbat Gula as seen in the photo used for the 1985 issue of National Geographic
19/08/2009

14/08/2009

11/08/2009

06/08/2009

31/07/2009

Hoje chove e faz frio aqui no Rio. Aproveito para ler um pouco sobre as novidades no mundo da fotografia. Incrível como a cannon 5D Mark ll tá arrebentando no mercado. Na BH, loja de referência em NY, o produto está esgotado há semanas. A baita máquina também faz vídeos, é full frame e a resolução... Nem se fala. A revista Fotografe Melhor deste mês traz alguns exemplos dos possíveis resultados da super máquina. Atualmente é meu sonho de consumo e acho que de vários fotógrafos. Então vai uma dica: no site da loja Adorama tem um kit da Mark ll com grip, bolsa e cartão de 8 giga por 2925 dólares mais taxas. Sem o kit o preço fica em 2699. Na BH 2699,95 dólares mais taxas. Acho que vale a pena o investimento!!!
29/07/2009
24/07/2009

Pergunta que não quer calar... A oportunidade faz a diferença ou a diferença faz a oportunidade? A única certeza que tenho é que os momentos únicos devem ser aproveitados. Estava no enterro da cantora Cássia Eller há alguns anos atrás. A família pediu que a imprensa fotografasse apenas de longe em respeito ao sofrimento de todos. Eu respeitei. Com a teleobjetiva, eu e os demais fotógrafos tentavávamos captar algumas imagens. No velório, com as portas fechadas, os parentes da cantora sofriam em silêncio. Na tentativa de fazer alguma foto exclusiva, os fotógrafos se algomeraram em frente à capela. De repente, uma pessoa abriu a porta e me convidou para entrar. Rapidamente aproveitei o momento. Ainda assustada pela iniciativa entrei sem saber o que fazer. Logo vi o caixão aberto com as flores em volta. A pessoa que me chamou era nada mais do que a mãe de Cássia Eller. Com lágrimas nos olhos disse que havia me escolhido para fazer a última foto dela com a filha. Chegou perto do caixão, fez um breve carinho na filha, fiz um clique apenas e fui interrompida. Um familiar entrou na capela já me expulsando. A mãe da cantora explicou que havia me chamado, mesmo assim fui embora. Foi apenas uma foto e nada mais.
22/07/2009

Que saudades da Dercy.... Editando algumas fotos antigas achei essa imagem e me lembrei daqueles momentos. A fotografia tem o poder de nos levar ao passado de forma instantânea. Olhando a pose da senhora Dercy, senti saudades de sua irreverência. Trabalhava no jornal O Dia quando fui enviada para a pauta: campanha publicitária de lingeries. Quando cheguei no estúdio para minha surpresa vejo a modelo Dercy Gonçalves. Nada a fazer, a foto estava pronta. Com um pouco de receio pedi para ela fazer uma pose. Ela fez...Dedinho sexy na boca, pernas cruzadas. As luzes dos flashes de estúdio explodiram de emoção. Foi apenas um clique. Esses momentos únicos me encantam.
21/07/2009

Foto de Marcelo Coelho
Como uma máquina amadora pode produzir uma bela foto? Segue aqui um exemplo. Estava no Sul na semana passada, numa pequena cidade chamada Pedro Osório. Apesar do frio de arder os ossos, saímos de bicicleta para clicar os belos momentos do entardecer. Longe da selva de pedra dos grandes centros urbanos, a natureza pode mostrar com detalhes sua realeza. O pôr-do -sol, as nuvens e seus desenhos de carneirinhos, os rios, o mato, o vento frio batendo no rosto. Eu e Marcelo, autor da foto postada, resolvemos sair com nossa maquininha, uma sony DSC-S90, modelo de 2005, com apenas 4.1 megapíxel. Câmera valente, já resistiu a vários obstáculos, da Amazônia ao Sul do Brasil. Enfrentou ventos, tempestades e, depois de afogada num rio, foi recuperada. Agora, em plena forma, eis que mostra a capacidade de uma câmera amadora. A maquininha, carinhosamente apelidada de saboneteira, foi capaz de produzir a foto em questão: eu na bicicleta em marcha lenta, Marcelo enquandrando o ângulo de baixo para cima, recurso utilizado para darmos grandeza aos objetos ou pessoas. No caso, ele queria produzir uma foto em contra luz. Para isso, usou o módulo manual da maquininha, usando velocidade 250, diafragma 5.6 e ISO 80. Pronta a foto!!! Ali temos o movimento congelado, o contra luz, as nuvens carneirinhas e um belo preto e branco para tornar tudo mais rústico...
12/07/2009

09/07/2009

03/07/2009

22/06/2009
17/06/2009
Desfiles são sempre boas oportunidades para criarmos imagens diferentes. Tentei fugir das fotos tradicionais, com a modelo em primeiro plano posando para as câmeras. Estava com uma lente 24-70 mm, de longe. Minha opção era pensar em uma foto que tivesse um jogo de composições e cores, aqueles desenhados na minha frente. Neste caso, não queria exatamente mostrar o look, mas o visual do desfile: o jogo de luz e sombra e o galmour da modelo. Esperei alguns minutos até achar o "momento decisivo" e fazer a foto. O movimento do corpo deveria acompanhar a geometria do piso. Não queria que tivesse nada além. Está aí o resultado. Após vários cliques me senti satisfeita. Luz, sombra, geometria, nada de figurino e até a próxima.
11/06/2009
24/05/2009

O Rei ergue os braços para o público. Planejava a foto. Queria relacionar o cantor com a luz e sua crença. Me dediquei para enquadrar a luz nas mãos de Roberto Carlos. Quase cheguei lá. De qualquer forma o resultado me satisfez. Valeu pensar na foto antes de clicar. Brincar com a luz é sempre bom!!!
20/05/2009


09/05/2009

A foto ao lado foi feita por mim para o Jornal O Estado de São Paulo, durante o lançamento do DVD da minissérie Maysa, uma produção da TV Globo.
Um exemplo de como temos algumas possibilidades de criar diante da rapidez de uma foto para divulgação. A atriz estava posando para vários fotógrafos ao mesmo tempo.
Uma sugestão para fugir da mesmice é tentar ficar onde ninguém está. Embora isso seja quase impossível quando se trata da disputa entre fotógrafos, sempre haverá um cantinho diferente onde você poderá se posicionar. A luz era quase nada. O ambiente: restaurante do Hotel Copacabana Palace. Um clima meio Pub americano. Pouca luz e fundo preto, ou seja, sem flash seria quase impossível. Mas como acredito que mesmo na escuridão existe luz, usei o flash sim, mas sem achar que ele faria milagres.
Fotografo antes com a minha imaginação depois faço o clique. Quando cheguei ao Hotel Copacabana Palace fiz as minhas fotos imaginárias, o que resultou na foto acima publicada. A diferença, neste caso, é que além de fazer a foto/arte eu também tinha que pensar no conceito de divulgação desta imagem.
Fiz aquelas perguntas básicas do jornalismo: o que, quem, quando, como, onde e por quê? Quem seria o principal personagem da noite? Naquele caso, eram vários: diretores, atores, autores de novelas. Mas como a protagonista da série é Larissa, esta não poderia faltar em minhas fotos. Em que contexto a foto “falaria” mais sobre o assunto (divulgação) do DVD Maysa? Olhei no ambiente e vi o cartaz, que, aliás, foi colocado ali justamente como referência ao evento. O cartaz e a atriz principal eram então o foco da minha foto. Um resumo do evento.
Esta seria a mensagem de divulgação. A foto de abertura. Depois pensei na iluminação. Não queria que a luz dura do flash estragasse a minha imagem. Me posicionei ao lado da atriz de onde vinha uma suave luz indireta. Usei 800 ASA, 30 de velocidade, respirando fundo e f 4.0. Tentei um enquadramento meio lateral justamente para ficar diferente do que todos estavam fazendo. Eu não precisava e nem queria fazer a foto posada da atriz. Queria que ela não olhasse para a câmera. Os colunistas de jornal preferem este estilo. O motivo é simples: sugere espontaneidade. Minha foto mental estava realizada. Acredito que fotografia não é apenas um clique. Antes de apertar o botão temos muito trabalho a fazer. Uma boa fotografia também depende de observação e concentração.
Um exemplo de como temos algumas possibilidades de criar diante da rapidez de uma foto para divulgação. A atriz estava posando para vários fotógrafos ao mesmo tempo.
Uma sugestão para fugir da mesmice é tentar ficar onde ninguém está. Embora isso seja quase impossível quando se trata da disputa entre fotógrafos, sempre haverá um cantinho diferente onde você poderá se posicionar. A luz era quase nada. O ambiente: restaurante do Hotel Copacabana Palace. Um clima meio Pub americano. Pouca luz e fundo preto, ou seja, sem flash seria quase impossível. Mas como acredito que mesmo na escuridão existe luz, usei o flash sim, mas sem achar que ele faria milagres.
Fotografo antes com a minha imaginação depois faço o clique. Quando cheguei ao Hotel Copacabana Palace fiz as minhas fotos imaginárias, o que resultou na foto acima publicada. A diferença, neste caso, é que além de fazer a foto/arte eu também tinha que pensar no conceito de divulgação desta imagem.
Fiz aquelas perguntas básicas do jornalismo: o que, quem, quando, como, onde e por quê? Quem seria o principal personagem da noite? Naquele caso, eram vários: diretores, atores, autores de novelas. Mas como a protagonista da série é Larissa, esta não poderia faltar em minhas fotos. Em que contexto a foto “falaria” mais sobre o assunto (divulgação) do DVD Maysa? Olhei no ambiente e vi o cartaz, que, aliás, foi colocado ali justamente como referência ao evento. O cartaz e a atriz principal eram então o foco da minha foto. Um resumo do evento.
Esta seria a mensagem de divulgação. A foto de abertura. Depois pensei na iluminação. Não queria que a luz dura do flash estragasse a minha imagem. Me posicionei ao lado da atriz de onde vinha uma suave luz indireta. Usei 800 ASA, 30 de velocidade, respirando fundo e f 4.0. Tentei um enquadramento meio lateral justamente para ficar diferente do que todos estavam fazendo. Eu não precisava e nem queria fazer a foto posada da atriz. Queria que ela não olhasse para a câmera. Os colunistas de jornal preferem este estilo. O motivo é simples: sugere espontaneidade. Minha foto mental estava realizada. Acredito que fotografia não é apenas um clique. Antes de apertar o botão temos muito trabalho a fazer. Uma boa fotografia também depende de observação e concentração.
25/04/2009

Muito se fala sobre fotografia de divulgação, mas poucos sabem realmente o seu propósito. Depois de anos de trabalho, cheguei a conlusão de que a fotografia de divulgação e a fotografia publicitária tem muito em comum. Pelo menos o objetivo é o mesmo: “vender”. Divulgar é também chamar para o consumo direto ou indireto de um produto, seja ele uma peça teatral, um livro, um filme ou uma novela.
Quando pensamos em vender um produto utilizando a imagem devemos pensar na melhor luz, enquadramento, plasticidade e na mensagem que queremos passar. O produto deve atrair a atenção no primeiro impacto. A leitura subliminar do conteúdo desta imagem deve ser: compre-me. A fotografia deve dizer tudo, ou quase tudo, sobre o objeto em questão.
No trabalho que realizei durante sete anos para o Departamento de Divulgação da TV Globo pude vivenciar isso na prática. A imagem dos atores, o still das novelas e das minisséries tinha que ser “vendável”.
A variável produto x venda ou ainda, audiência e público está expressa na ocupação de espaço em colunas sociais e páginas de revistas. A foto publicada nesta postagem, da atriz Carolina de Oliveira, foi feita durante as gravações da minissérie Hoje é Dia de Maria e mostra um pouco de como podemos associar numa foto/still, os conceitos de divulgação, venda, e plasticidade. Esta imagem circulou em jornais, revistas e também foi capa do livro da minissérie editado pela TV Globo. Fica a questão: como associar todos estes conceitos num instante que, às vezes, pode durar segundos?
Eu tinha um desafio: o diretor Luiz Fernando Carvalho pediu que as fotos seguissem a mesma iluminação adotada nas gravações. Isso significava nenhum uso de flash. A luz no ambiente era baixíssima, às vezes nada. Além disso, como as gravações aconteceram dentro de um DOMO (estrutura redonda totalmente fechada) criado especificamente para as gravações da minissérie, eu tinha mais um desafio: ser quase invisível para não atrapalhar as gravações que exigiam muita concentração tanto dos atores quanto da equipe.
Nos segundos de intervalo consegui fazer o close da atriz Carolina de Oliveira, protagonista da minissérie. Alí tive que pensar em tudo: luz, enquadramento, expressão da atriz, personagem e, ainda, na exigência da minha chefia em termos uma boa foto o mais rápido possível para ser veiculada em jornais e revistas. A foto tinha que ser linda, sensível, falar um pouco sobre o conceito da personagem e ainda ser vendável…ufa… Deu tudo certo.
contato: blogfundoinfinito@gmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)