24/11/2009


Os vencedores são assim: atravessam os obstáculos sem medo do que podem encontrar. Fiquei impressionada com a garra da atleta Paula Cristina durante sessão de fotos para o jornal O Globo. Acho um exemplo a menina pequena, com olhar atento que realiza seus sonhos... Na foto, congelei apenas um dos grandes saltos que Paula ainda tem pela frente em sua longa jornada. Vai em frente Paulinha que atrás sempre vem gente.....

08/11/2009

Foi emocionante fotografar a cerimônia religiosa que comemorou os 10 anos de casamento entre Regina Casé e Estevão Ciavatta.
Regina Casé posa com o vestido estilo indiano que usou na cerimônia.

24/09/2009


O velejador e campeão olímpico Torben Grael participou da competição Match Race, no iate clube do Rio. Fiz as fotos para a revista CONTIGO. Com o filho Marcos no comando do barco, Torben realizou manobras radicais. Eu nunca tinha velejado. Confesso que foi uma aventura incrível. A esposa e a filha de Torben também participaram da competição, ajudando nas manobras das velas, que iam e vinham numa velocidade alucinante. Fiquei equilibrada, se é que é possível se equilibrar em tal situação, na pequena escada que liga o exterior ao interior do barco. Durante as manobras o barco ficava praticamente na vertical. Enquanto isso, eu acompanhava a adrelina do momento.

15/09/2009


Na foto a irmã de Chico Buarque, Ana de Hollanda, posa nos jardins da Casa de Rui Barbosa., no Rio. O dia estava super nublado. Se eu usasse a luz do flash direta na personagem meu resultado seria uma luz branca chapada. No dia cinza não cabia usar apenas a luz natural. Optei pelo mágico rebatedor. Como não tinha luz do sol a ser rebatida, usei o meu flash voltado para a frente dourada do rebatedor. Neste caso, diminui a potência do flash para que os efeitos de luz não ficassem artificais.

04/09/2009

Quem diria: o cavalo reverenciou Athina Onassis. Há momentos inexplicáveis e imperdíveis...A vida do fotógrafao é assim. Um caçador de imagens. Uma batalha cotidiana para não perder os momentos, ou melhor, aproveitá-los.

30/08/2009

Nada como a breve luz do amanhecer para desenhar a luz de uma foto. O flash é apenas um toque de enchimento para mostrar o contorno do homem solitário na beira da estrada. Fotógrafos são caçadores de belas luzes e ângulos, por isso, o momento é sempre único. Num próximo clique tudo fica diferente. E vem aí a primavera, a estação em que a luz nos presenteia trazendo dias lindos. Já sinto o cheiro das flores!!!

24/08/2009

Fazer um editorial de moda em plena Central do Brasil foi um desafio. Por conta das circunstâncias, resolvi usar apenas o rebatedor dourado e a luz natural. O contraste do vermelho, a modelo exótica e o cenário natural da estação de trem já serviam para a proposta do ensaio, cujo tema foi moda em vermelho. Foi difícil evitar o olhar dos observadores. Acabei aproveitando e incluindo esses olhares alheios nas fotos.

21/08/2009


O retrato de Sharbat Gula feito pela fotógrafo Steve McCurry, foi publicado na revista National Geographic em 1985. A foto rodou o mundo. O olhar da menina diz muito sobre sua história. Esta é a perfeição do retrato: mesmo no seu silêncio e na sua imobilidade ele tem a capacidade de gerar movimento em quem observa. Anos depois a menina virou mulher e foi novamente fotografada. Era um novo olhar, mais envelhecido e fugáz, mas continuava a contar muito sobre a vida de Sharbat.

Sharbat Gula as seen in the photo used for the 1985 issue of National Geographic

Sharbat Gula as seen in the photo used for the 1985 issue of National Geographic

19/08/2009

Nada como a memorável imagem produzida pelo fotógrafo Henry Cartier- Bresson para homenagear o Dia Mundial da Fotografia. Bresson foi um dos maiores fotógrafos dos últimos tempos e costumava dizer que "fotografar é captar o momento decisivo". O advento da fotografia foi anunciado ao mundo oficialmente, em Paris, na Academia de Ciências da França, em 19 de agosto de 1839. De lá para cá essa arte se tornou popular e mesmo com a presença da televisão e do cinema não perdeu seu espaço. Há quem diga que a fotografia é capaz de captar a alma. Acho que quando fotografamos pessoas misturamos o nosso olhar com o do fotografado. Fica aqui os meus parabéns para todos os fotógrafos!

14/08/2009

Acima uma cópia reduzida do Fotostation, software específico para gerenciamento de arquivos digitais. Uso o programa há uns 3 anos e considero ser um dos melhores para edição e arquivamento de imagens. Além de ler os arquivos em RAW, ser de fácil manipulação e ter a capacidade de administrar outros tipos de arquivos como Power Point e textos do Word, o fotostation tem indexadores para criação de legendas e tags. Para quem trabalha com banco de imagens é o ideal, pois o programa tem bons recursos para identificação das fotos com metadados. Fotos devidamente identificadas podem ser facilmente localizadas, inclusive se estiverem em uma mídia externa como CD, DVD, HD ou link de internet. Grandes empresas como a TV Globo e os jornais Folha de São de Paulo e O Globo já utilizam o programa. Acho que vale a pena conferir. Para quem quer saber mais basta entrar no site www.amplex.com.br.

11/08/2009

Fiz a foto para denunciar a escravidão de mulheres na cana de açúcar em Minas Gerais. Mulheres que trabalhavam para pagar a alimentação e a moradia. No fim do mês, ao invés de receberem salário, recebiam a conta do que ainda deviam, gerando, com isso, o chamado regime de escravidão por dívida. Na foto, a bóia fria não queria mostrar o rosto. Usei o boné e a sombra da luz de meio dia. O céu estava naturalmente polarizado. A grande angular ajudou a retratar a imponência do canavial. Apesar de ter usado a estética a meu favor, o que mais me interessava era que esta foto servisse como documento de denúncia e transformação de uma realidade. A imagem fez parte de uma exposição de fotos que denunciou a violação dos Direitos Humanos em diversos aspectos.

06/08/2009

Não me esqueço deste dia. Não me sinto autora da foto. Acho que foi pura obra da natureza. Fui apenas uma pessoa que estava ali na hora certa, no momento em que aquele belo arco- íris se fez na nossa frente, dizendo que por trás de enquadramentos e técnicas existe sempre o universo, que conspira a nosso favor. E nesse dia ele conspirou muito!! Cena da minisérie A Casa das Sete Mulheres. Chovia e fazia frio. A cena a ser gravada era com cavalos, que estavam inquietos. Isso exigia grande concentração. De repente, o sol com pingos de chuva e um inesperado arco-iris. Sem gestos e falas programados, mas puramente por conta da beleza que a natureza nos trouxe, a cena foi gravada. Fiz a foto nos poucos minutos em que o arco-irís esteve ali. A imagem ficou tão espetacular que acabou sendo publicada em livros, revistas e em vários produtos relacionados com a minisérie.

04/08/2009

Muito trabalho nestes últimos dias. Interessante brincar com a luz, misturando os tons do ambiente. Quando trabalho para a revista VOGUE sempre tenho a liberdade de usar os efeitos da velocidade.

02/08/2009

Nunca tinha fotografado saltos de cavalos. Neste fim de semana fui fazer a cobertura do evento na Hípica do Rio. Foi incrível observar como os cavalos, por um instante, tem a capacidade de voar.

31/07/2009


Hoje chove e faz frio aqui no Rio. Aproveito para ler um pouco sobre as novidades no mundo da fotografia. Incrível como a cannon 5D Mark ll tá arrebentando no mercado. Na BH, loja de referência em NY, o produto está esgotado há semanas. A baita máquina também faz vídeos, é full frame e a resolução... Nem se fala. A revista Fotografe Melhor deste mês traz alguns exemplos dos possíveis resultados da super máquina. Atualmente é meu sonho de consumo e acho que de vários fotógrafos. Então vai uma dica: no site da loja Adorama tem um kit da Mark ll com grip, bolsa e cartão de 8 giga por 2925 dólares mais taxas. Sem o kit o preço fica em 2699. Na BH 2699,95 dólares mais taxas. Acho que vale a pena o investimento!!!








29/07/2009


Um portrait da grande atriz Fernanda Montenegro. Os retratos e suas palavras. O silêncio às vezes é necessário!

24/07/2009


Pergunta que não quer calar... A oportunidade faz a diferença ou a diferença faz a oportunidade? A única certeza que tenho é que os momentos únicos devem ser aproveitados. Estava no enterro da cantora Cássia Eller há alguns anos atrás. A família pediu que a imprensa fotografasse apenas de longe em respeito ao sofrimento de todos. Eu respeitei. Com a teleobjetiva, eu e os demais fotógrafos tentavávamos captar algumas imagens. No velório, com as portas fechadas, os parentes da cantora sofriam em silêncio. Na tentativa de fazer alguma foto exclusiva, os fotógrafos se algomeraram em frente à capela. De repente, uma pessoa abriu a porta e me convidou para entrar. Rapidamente aproveitei o momento. Ainda assustada pela iniciativa entrei sem saber o que fazer. Logo vi o caixão aberto com as flores em volta. A pessoa que me chamou era nada mais do que a mãe de Cássia Eller. Com lágrimas nos olhos disse que havia me escolhido para fazer a última foto dela com a filha. Chegou perto do caixão, fez um breve carinho na filha, fiz um clique apenas e fui interrompida. Um familiar entrou na capela já me expulsando. A mãe da cantora explicou que havia me chamado, mesmo assim fui embora. Foi apenas uma foto e nada mais.

22/07/2009


Que saudades da Dercy.... Editando algumas fotos antigas achei essa imagem e me lembrei daqueles momentos. A fotografia tem o poder de nos levar ao passado de forma instantânea. Olhando a pose da senhora Dercy, senti saudades de sua irreverência. Trabalhava no jornal O Dia quando fui enviada para a pauta: campanha publicitária de lingeries. Quando cheguei no estúdio para minha surpresa vejo a modelo Dercy Gonçalves. Nada a fazer, a foto estava pronta. Com um pouco de receio pedi para ela fazer uma pose. Ela fez...Dedinho sexy na boca, pernas cruzadas. As luzes dos flashes de estúdio explodiram de emoção. Foi apenas um clique. Esses momentos únicos me encantam.

21/07/2009



Foto de Marcelo Coelho

Como uma máquina amadora pode produzir uma bela foto? Segue aqui um exemplo. Estava no Sul na semana passada, numa pequena cidade chamada Pedro Osório. Apesar do frio de arder os ossos, saímos de bicicleta para clicar os belos momentos do entardecer. Longe da selva de pedra dos grandes centros urbanos, a natureza pode mostrar com detalhes sua realeza. O pôr-do -sol, as nuvens e seus desenhos de carneirinhos, os rios, o mato, o vento frio batendo no rosto. Eu e Marcelo, autor da foto postada, resolvemos sair com nossa maquininha, uma sony DSC-S90, modelo de 2005, com apenas 4.1 megapíxel. Câmera valente, já resistiu a vários obstáculos, da Amazônia ao Sul do Brasil. Enfrentou ventos, tempestades e, depois de afogada num rio, foi recuperada. Agora, em plena forma, eis que mostra a capacidade de uma câmera amadora. A maquininha, carinhosamente apelidada de saboneteira, foi capaz de produzir a foto em questão: eu na bicicleta em marcha lenta, Marcelo enquandrando o ângulo de baixo para cima, recurso utilizado para darmos grandeza aos objetos ou pessoas. No caso, ele queria produzir uma foto em contra luz. Para isso, usou o módulo manual da maquininha, usando velocidade 250, diafragma 5.6 e ISO 80. Pronta a foto!!! Ali temos o movimento congelado, o contra luz, as nuvens carneirinhas e um belo preto e branco para tornar tudo mais rústico...

12/07/2009

Volto a fotografar o Rei. Desta vez show em comemoração aos 50 anos de carreira. Diante do estádio do Marcanã absolutamente lotado, Roberto Carlos faz reverência ao público, que mesmo debaixo de forte chuva permaneceu fiel. Eu e os demais fotógrafos tivemos que nos esconder debaixo das capas de chuva para fotografar. Nestes casos temos que estar com o dedo no botão atentos aos segundos de emoção. Além da foto tecnicamente perfeita é importante captar os instantes marcantes: gestos, sorrisos, luzes, composições criativas.

09/07/2009

"Alguém entre Nós", peça que irá estrear no Rio, dia 18 de julho, às 21 hs, no teatro da Casa da Gávea. A peça fala sobre o cotidiano de um casal, seus conflitos e angústias. Problemas que quase todo mundo já viveu um dia. O texto consegue falar de situações sérias, sendo também divertido e intrigante. Uma forma leve de nos fazer refletir sobre a difícil arte de conviver. Fui chamada para fazer as fotos de divulgação. Como o texto é contemporâneo e urbano, o diretor Sílvio Guindane pensou em fazermos uma foto na rua. Fomos a campo com os atores. São Conrado, carros cruzando a pista em alta velocidade. Neste cenário, me veio a idéia de fazer a foto dentro desta sintonia urbana e fúgaz, como os acontecimentos na vida a dois. A história é contada através de dois casais - um que representa o passado e outro o presente -, por isso resolvi usar o recurso da baixa velocidade para mostrar os personagens do passado. O tom sépia foi para dar um pouco mais de dramaticidade à cena. O designer entrou na criação dando os últimos retoques. Voilá !!!!!

03/07/2009

Maratona do Rio. O primeiro colocado atravessa a faixa. Ele agradeceu e fiz a foto. Momentos assim são inesquecíveis. É preciso dar o tiro certo. Estar de olho no acontecimento, com a velocidade alta, enquadramento preparado. A emoção também me invade nessas situações. Não consigo ser o tipo de profissional que não se mistura com o fato.


22/06/2009

Foto "roubada" da expo Yves Saint Laurent. Ufa!! Foram alguns cliques e pronto. Me expulsaram. Como consegui? Na abertura do evento, me misturei à multidão e entrei com a câmera. Velocidade super baixa, ISO 800, pois achei que seria demais apelar para 1600 e ter uma imagem com alguns ruídos a mais. A composição foi acontecendo. Nada demais. O desafio me empolgou. E ficou a reflexão: a dificuldade é um tempero a mais para o fotógrafo.

17/06/2009


Desfiles são sempre boas oportunidades para criarmos imagens diferentes. Tentei fugir das fotos tradicionais, com a modelo em primeiro plano posando para as câmeras. Estava com uma lente 24-70 mm, de longe. Minha opção era pensar em uma foto que tivesse um jogo de composições e cores, aqueles desenhados na minha frente. Neste caso, não queria exatamente mostrar o look, mas o visual do desfile: o jogo de luz e sombra e o galmour da modelo. Esperei alguns minutos até achar o "momento decisivo" e fazer a foto. O movimento do corpo deveria acompanhar a geometria do piso. Não queria que tivesse nada além. Está aí o resultado. Após vários cliques me senti satisfeita. Luz, sombra, geometria, nada de figurino e até a próxima.

11/06/2009

Depois de semanas de muito trabalho estou de volta para colocar as novidades em dia. Estive no Fashion Rio, evento de moda que aconteceu entre os dias 5 e 10 deste mês. O making antes do desfile rende belas fotos, mas é preciso pensar numa boa luz e nos detalhes, já que a situação em si não tem uma estética pronta. O interessante é revelar os bastidores que ninguém conhece: o que acontece por detrás das cortinas e do desfile das belas modelos de saltos altos, roupas produzidas, cabelos montados. Por isso, antes dos desfiles, os fotógrafos disputam fotos das modelos em fase de preparação. As mais famosas são prioridade, depois aqueles rostos bonitos, ainda pouco conhecidos. A modelo que cliquei no backstage é Luana Teifke, ainda sem maquiagem. Repare que a presilha revela que o cabelo não está pronto. Mesmo assim, a modelo se destaca pelo olhar direcionado e reluzente. A luz vem do espelho de maquiagem. Não usei flash para não estragar o clima intimista da foto. Velocidade baixa, braço firme e pronto.

24/05/2009


O Rei ergue os braços para o público. Planejava a foto. Queria relacionar o cantor com a luz e sua crença. Me dediquei para enquadrar a luz nas mãos de Roberto Carlos. Quase cheguei lá. De qualquer forma o resultado me satisfez. Valeu pensar na foto antes de clicar. Brincar com a luz é sempre bom!!!

20/05/2009

Recentemente estive no deserto de Juazeiro da Bahia, 300 km de Salvador. É longe. Esta igrejinha é considerada a dona dos milagres da região. Imagem mágica. Percorri 200 km de Juazeiro ao deserto. Lá não tinha energia elétrica. Quando vi as velas percebi que elas seriam as minhas únicas fontes de luz. A senhora que nos levou ao local, e que cuida com carinho da igrejinha da Santa Cruz do Deserto, fez sua oração e eu fiz a foto. Minha teoria permanece: mesmo na escuridão existe luz. Até a próxima.
Adicionar vídeo

09/05/2009


A foto ao lado foi feita por mim para o Jornal O Estado de São Paulo, durante o lançamento do DVD da minissérie Maysa, uma produção da TV Globo.

Um exemplo de como temos algumas possibilidades de criar diante da rapidez de uma foto para divulgação. A atriz estava posando para vários fotógrafos ao mesmo tempo.

Uma sugestão para fugir da mesmice é tentar ficar onde ninguém está. Embora isso seja quase impossível quando se trata da disputa entre fotógrafos, sempre haverá um cantinho diferente onde você poderá se posicionar. A luz era quase nada. O ambiente: restaurante do Hotel Copacabana Palace. Um clima meio Pub americano. Pouca luz e fundo preto, ou seja, sem flash seria quase impossível. Mas como acredito que mesmo na escuridão existe luz, usei o flash sim, mas sem achar que ele faria milagres.

Fotografo antes com a minha imaginação depois faço o clique. Quando cheguei ao Hotel Copacabana Palace fiz as minhas fotos imaginárias, o que resultou na foto acima publicada. A diferença, neste caso, é que além de fazer a foto/arte eu também tinha que pensar no conceito de divulgação desta imagem.

Fiz aquelas perguntas básicas do jornalismo: o que, quem, quando, como, onde e por quê? Quem seria o principal personagem da noite? Naquele caso, eram vários: diretores, atores, autores de novelas. Mas como a protagonista da série é Larissa, esta não poderia faltar em minhas fotos. Em que contexto a foto “falaria” mais sobre o assunto (divulgação) do DVD Maysa? Olhei no ambiente e vi o cartaz, que, aliás, foi colocado ali justamente como referência ao evento. O cartaz e a atriz principal eram então o foco da minha foto. Um resumo do evento.

Esta seria a mensagem de divulgação. A foto de abertura. Depois pensei na iluminação. Não queria que a luz dura do flash estragasse a minha imagem. Me posicionei ao lado da atriz de onde vinha uma suave luz indireta. Usei 800 ASA, 30 de velocidade, respirando fundo e f 4.0. Tentei um enquadramento meio lateral justamente para ficar diferente do que todos estavam fazendo. Eu não precisava e nem queria fazer a foto posada da atriz. Queria que ela não olhasse para a câmera. Os colunistas de jornal preferem este estilo. O motivo é simples: sugere espontaneidade. Minha foto mental estava realizada. Acredito que fotografia não é apenas um clique. Antes de apertar o botão temos muito trabalho a fazer. Uma boa fotografia também depende de observação e concentração.

25/04/2009



Muito se fala sobre fotografia de divulgação, mas poucos sabem realmente o seu propósito. Depois de anos de trabalho, cheguei a conlusão de que a fotografia de divulgação e a fotografia publicitária tem muito em comum. Pelo menos o objetivo é o mesmo: “vender”. Divulgar é também chamar para o consumo direto ou indireto de um produto, seja ele uma peça teatral, um livro, um filme ou uma novela.
Quando pensamos em vender um produto utilizando a imagem devemos pensar na melhor luz, enquadramento, plasticidade e na mensagem que queremos passar. O produto deve atrair a atenção no primeiro impacto. A leitura subliminar do conteúdo desta imagem deve ser: compre-me. A fotografia deve dizer tudo, ou quase tudo, sobre o objeto em questão.

No trabalho que realizei durante sete anos para o Departamento de Divulgação da TV Globo pude vivenciar isso na prática. A imagem dos atores, o still das novelas e das minisséries tinha que ser “vendável”.

A variável produto x venda ou ainda, audiência e público está expressa na ocupação de espaço em colunas sociais e páginas de revistas. A foto publicada nesta postagem, da atriz Carolina de Oliveira, foi feita durante as gravações da minissérie Hoje é Dia de Maria e mostra um pouco de como podemos associar numa foto/still, os conceitos de divulgação, venda, e plasticidade. Esta imagem circulou em jornais, revistas e também foi capa do livro da minissérie editado pela TV Globo. Fica a questão: como associar todos estes conceitos num instante que, às vezes, pode durar segundos?

Eu tinha um desafio: o diretor Luiz Fernando Carvalho pediu que as fotos seguissem a mesma iluminação adotada nas gravações. Isso significava nenhum uso de flash. A luz no ambiente era baixíssima, às vezes nada. Além disso, como as gravações aconteceram dentro de um DOMO (estrutura redonda totalmente fechada) criado especificamente para as gravações da minissérie, eu tinha mais um desafio: ser quase invisível para não atrapalhar as gravações que exigiam muita concentração tanto dos atores quanto da equipe.

Nos segundos de intervalo consegui fazer o close da atriz Carolina de Oliveira, protagonista da minissérie. Alí tive que pensar em tudo: luz, enquadramento, expressão da atriz, personagem e, ainda, na exigência da minha chefia em termos uma boa foto o mais rápido possível para ser veiculada em jornais e revistas. A foto tinha que ser linda, sensível, falar um pouco sobre o conceito da personagem e ainda ser vendável…ufa… Deu tudo certo.

contato: blogfundoinfinito@gmail.com